Inteligência Paralela – Conheça a evolução da Inteligência Artificial

A evolução da Inteligência Artificial vem ai, esta chegando a Inteligência Paralela.

Inteligência Paralela – Conheça a evolução da Inteligência Artificial

Inteligência Paralela - Conheça a evolução da Inteligência Artificial



Conheça a um pouco sobre a Inteligência Paralela

A inteligência artificial (AI) está aprendendo – com o mundo real. Nove meses atrás, um programa de AI venceu um dos melhores jogadores do mundo em um dos jogos mais antigos do mundo, o Go.

Esse foi o início de uma nova era, a era da nova tecnologia da informação: a Tecnologia Inteligente, defendem Fei-Yue Wang e uma equipe da Academia Chinesa de Ciências.

“Esta vitória surpreendeu muitos no campo da Inteligência Artificial e fora dele,” escreveram eles em um editorial da revista Automatica Sinica, do renomado IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). “Ela marcou o início de uma nova era em IA… a Inteligência Paralela.”

Definida como a interação entre a “realidade real” e a realidade virtual, a Inteligência Paralela inverte a Inteligência Artificial tradicional.

Depois da Inteligência Artificial, vem aí a Inteligência Paralela

A proposta é que não haja mais fronteiras entre o virtual e o real. [Imagem: Fei-Yue Wang et al. (2016)]

Profecia auto-realizável

Em vez de leis amplas e universais controlando pequenas quantidades de dados, na Inteligência Paralela leis focadas e complexas orientam quantidades gigantescas de dados – um salto de Newton para Merton. É o que afirmam os pesquisadores chineses, referindo-se a Isaac Newton e a Robert King Merton (nascido Meyer Robert Schkolnick), este último autor da chamada “profecia auto-realizável”, que descreve um processo no qual uma crença ou expectativa, seja ela correta ou incorreta, afeta o resultado de uma situação ou a forma como uma pessoa ou grupo irá se comportar.

O AlphaGo, o computador que rodou o jogo vitorioso contra o jogador de Go Lee Sedol, jogou mais de 30 milhões de partidas consigo mesmo – mais do que uma única pessoa que vivesse um século poderia jogar em toda a sua vida. E o programa de computador aprendeu um pouco mais a cada partida.

“[Sedol] não foi derrotado por um programa de computador, mas por todos os humanos que estão por trás do programa, combinados com a significativa informação ciberfísica dentro dele.”

Depois da Inteligência Artificial,Inteligência Paralela - Conheça a evolução da Inteligência Artificial

Neste modelo, todas as tecnologias convergem para leis “minúsculas”, muito específicas, se juntando para explicar os megadados. [Imagem: Fei-Yue Wang et al. (2016)]

Possibilidades em mutação

Uma entrada X e uma saída Y já não são tão simples como foram no passado. Há mais coisas afetando o espaço físico do que apenas o espaço cibernético. As máquinas também devem abrir caminho para o espaço social.

De acordo com a equipe, a AI está andando de lado em uma fase de inteligência híbrida, onde humanos, informações e máquinas são igualmente partes integrantes do processo do progresso. E ela precisa dar um passo à frente.

O problema está em aprender como modelar a AI em termos de possibilidades mutáveis. X nem sempre causa Y em sistemas tão complicados, onde a incerteza, a diversidade e a complexidade normalmente prevalecem. Para avançar, é necessário um novo quadro para modelar o próximo passo de Inteligência Paralela.

Depois da Inteligência Artificial, vem aí a Inteligência Paralela

A proposta é fechar o hiato entre os sistemas físicos e os artificiais. [Imagem: Fei-Yue Wang et al. (2016)]

Artificial, Computacional e Paralelo

Wang e seus colegas propõem adotar o que eles chamam de Abordagem ACP, para gerar grandes volumes de dados a partir de poucos dados e, em seguida, reduzir os megadados para leis específicas, onde o software (sistemas Artificiais) aprenderiam com milhões de cenários (experimentos Computacionais) a tomar as melhores decisões ao interagir (execução em Paralelo) com sistemas físicos do mundo real.

O programa AlphaGo aprendeu, com 30 milhões de partidas, como tomar as melhores decisões quando confrontado com o ser físico de Sedol. E valeu a pena, indicando que este pode ser o caminho a seguir: colocar os sistemas computacionais para aprenderem velozmente usando dados gerados continuamente pelo mundo físico.

“A Inteligência Artificial não é mais ‘artificial’, escreveram Wang e seus colegas. “Em última análise, ela se torna a inteligência ‘real’, que pode ser incorporada em máquinas, artefatos e nas nossas sociedades.”

Fonte: Inovaçãotecnologica.com.br

Bibliografia:
Steps toward Parallel Intelligence
Fei-Yue Wang, Xiao Wang, Lingxi Li, Li Li
Journal of Automatica Sinica
Vol.: 3, N. 4

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